Muita gente se pergunta quanto custa um útero, principalmente quando o assunto é transplante.
A resposta direta? O valor é altíssimo e varia consideravelmente, mas no Brasil, o custo do transplante de útero geralmente fica entre R$ 776 mil e quase R$ 2 milhões.
Esses números já incluem cirurgia, exames e medicamentos essenciais para evitar rejeição do órgão.

O valor depende de muitos fatores, tipo complexidade da operação, localização do hospital e o acompanhamento médico depois da cirurgia.
Além do preço da cirurgia, o pós-operatório exige remédios caros e consultas frequentes, o que pode elevar ainda mais o gasto.
Esse tema vai muito além de números.
Tem questões éticas, legais e médicas que tornam tudo muito mais complicado.
Se você quer entender esse universo e o que pesa nesse valor, segue comigo.
Quanto custa um útero: valores, fatores que influenciam e legislação
O custo do útero varia dependendo do que a pessoa procura — transplante, doação temporária ou barriga de aluguel.
Além dos preços altos, há regras legais importantes para proteger quem está envolvido.
O valor final envolve cirurgia, exames, medicamentos e o cuidado depois do procedimento.
Diferenças entre transplante, doação e barriga de aluguel
O transplante de útero é um procedimento super complexo e caro, podendo custar de R$ 776 mil até quase R$ 2 milhões.
Ele exige uma equipe médica especializada, cirurgia delicada e uso de remédios para evitar rejeição.
Normalmente, o útero vem de uma doadora viva com parentesco próximo, como prevê o Conselho Federal de Medicina.
A doação temporária de útero também é feita com uma doadora viva.
É uma opção que permite à receptora ter o bebê, mas o útero é devolvido depois.
Esse processo costuma ser mais barato do que o transplante definitivo, mas envolve muitos tratamentos hormonais e exames.
Já a barriga de aluguel acontece quando outra mulher engravida por fertilização in vitro e carrega o bebê para quem não tem útero.
O custo varia bastante e inclui o preparo da mãe de aluguel, as fertilizações e o acompanhamento médico.
É o método mais comum para quem não pode ter útero funcional.
Fatores que impactam o preço do útero
O preço depende da complexidade do tratamento e do local onde ele é feito.
Transplantes envolvem cirurgia longa, exames avançados, medicamentos imunossupressores e acompanhamento intenso depois da operação.
Isso tudo pesa no valor final.
O tipo de doador faz diferença também.
Doadoras vivas exigem cuidados antes e depois da retirada do útero, o que eleva os custos.
Em transplantes com doadoras falecidas, que são raríssimos no Brasil, o processo muda um pouco.
Alguns valores ainda incluem tratamentos como fertilização in vitro para ajudar na gestação.
O uso de remédios caros para estimular os ovários e prevenir rejeição também pesa bastante no orçamento.
Além do custo financeiro, há fatores pessoais, como saúde da receptora, que podem exigir tratamentos extras.
Aspectos legais e éticos sobre a utilização do útero
No Brasil, o Conselho Federal de Medicina regula e impõe regras rígidas para quem pode doar e receber útero.
A doação só é autorizada para doadoras com ao menos um filho vivo e com parentesco até o quarto grau com a receptora.
É proibida qualquer forma de comercialização ou lucro com o útero.
O pagamento serve apenas para cobrir despesas médicas, garantindo que ninguém seja explorado.
O direito das mulheres é protegido para que os processos sejam feitos com segurança e transparência.
As regras também cuidam do bem-estar do bebê, da doadora e da receptora, priorizando sempre a saúde e a ética no procedimento.
Comparação do custo do útero com outros órgãos
O transplante de útero está entre os procedimentos mais caros, com custos parecidos com os de órgãos como coração ou fígado.
A maior parte do valor é por ser um procedimento raro, complexo e que exige acompanhamento longo.
Enquanto transplantes de órgãos vitais são comuns e muitas vezes cobertos por planos de saúde, o transplante de útero ainda é experimental em muitos lugares e não é coberto.
Isso limita bastante o acesso.
Comparado com cirurgias simples, como a retirada do útero (histerectomia), que pode custar cerca de R$ 10.000 em hospitais privados, o transplante é muito mais caro.
A ausência de mercado legal para o útero e a alta especialização tornam esses procedimentos ainda mais exclusivos.
Poucos centros conseguem realizar e os preços são altíssimos.
Alternativas ao transplante: reprodução assistida e saúde uterina
Para quem pensa em ter filhos sem precisar de um transplante de útero, existem várias opções focadas na reprodução assistida e tratamentos para manter a saúde uterina.
Essas alternativas têm custos diferentes e dependem da condição de cada pessoa.
Como funciona a reprodução assistida no Brasil
No Brasil, a reprodução assistida inclui técnicas como fertilização in vitro (FIV), inseminação artificial e doação de óvulos.
O processo começa com exames para avaliar a saúde reprodutiva de quem vai passar pelo tratamento.
Depois, há a estimulação ovariana para ajudar a mulher a produzir vários óvulos.
Após a coleta dos óvulos, ocorre a fertilização em laboratório.
Em casos sem útero funcional, o embrião pode ser implantado em uma recebedora.
O acompanhamento médico é feito com exames, tipo ultrassonografia, para monitorar o desenvolvimento dos folículos e conferir o estado do útero.
O suporte psicológico também pode ser oferecido durante o tratamento.
Fertilização in vitro: etapas e custos
A fertilização in vitro é o método mais comum na reprodução assistida.
Ela envolve etapas como estimulação ovariana, coleta dos óvulos, fertilização em laboratório e transferência do embrião para o útero.
No Brasil, um ciclo de FIV custa entre R$15.000 e R$50.000, dependendo da clínica e dos medicamentos usados.
Esses valores podem aumentar se houver necessidade de técnicas extras ou múltiplos ciclos.
Os medicamentos para estimular os ovários são uma parte importante do custo, assim como exames de ultrassonografia e consultas médicas.
Em casos com problemas uterinos, o tratamento pode exigir avaliações adicionais ou até procedimentos complementares.
Condições uterinas que afetam custos e opções
Algumas doenças como miomas e endometriose podem dificultar a gestação e aumentar os custos do tratamento.
Miomas são tumores benignos que podem alterar o formato do útero e atrapalhar a implantação do embrião.
A endometriose acontece quando o tecido que reveste o útero cresce fora dele, causando dores e inflamação na região pélvica.
Isso pode exigir cirurgias ou tratamentos específicos antes da fertilização.
Além disso, problemas como prolapso uterino ou cicatrizes uterinas podem limitar as opções de reprodução assistida.
Os médicos analisam cada caso para definir qual método é viável e seguro.
Diferenças entre saúde uterina, histerectomia e tratamentos
A saúde uterina é fundamental para a gravidez natural. Também é peça-chave para quem busca reprodução assistida, claro.
Quando surgem doenças graves, pode ser indicada a histerectomia. Essa cirurgia remove o útero, seja de forma total ou parcial.
A histerectomia impede a gestação. Por conta disso, muitas mulheres acabam recorrendo à barriga de aluguel ou até à doação uterina para realizar o sonho de ter filhos.
Os tratamentos que visam preservar o útero tentam evitar a cirurgia. Normalmente, envolvem medicamentos e técnicas menos invasivas, o que soa bem mais atraente para muita gente.
Se a histerectomia inclui a remoção dos ovários, aí complica um pouco mais. Pode acontecer menopausa precoce, trazendo impactos hormonais que realmente precisam de atenção médica.